Fui voluntária durante um ano e meio, neste tempo aprendi sobre a filosofia e proposta do CVV, que são indiscutivelmente, lindas! É um trabalho apaixonante. Entretanto no posto Mogi das Cruzes, a tratativa que é dada a pessoa que procura o CVV, não é a mesma dada aos voluntários. Não há a preocupação com "o outro" quando se trata dos voluntários, você quando voluntário, é apenas um número, que produz mais números, ninguém quer saber "COMO VAI VOCÊ?" se você for um voluntário. O tempo e a energia que você dedica ao trabalho, pode e é descartado a qualquer hora. Não quero e nunca quis tapinhas nas costas, até porque o trabalho valoriza o anonimato, tanto de quem liga, como de quem atende. Tentei durante meses focar no trabalho, e esquecer a pobre e deturbada tratativa que é dada a quem tenta doar amor, tempo e atenção às pessoas, algo tão raro nos dias de hoje. Não fui a única, outros voluntários também desistiram do trabalho. Falo apenas por Mogi, que foi onde eu me voluntariei, tomara que seja diferente em outros postos. Se você pretende ser voluntário do CVV, parabéns, a filosofia vai te ensinar muito e te fazer ver as pessoas com outros olhos. Mas se por acaso você vier para o posto Mogi, esteja preparado para uma tratativa sistemática e fútil, não espere muito e não se iluda, foque no trabalho e na sua vontade em ajudar as pessoas. Não permita que uma gestão podre e pobre, te desanime assim como me desanimou... é isso!